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III Encontro da Rede Bem Viver é realizado em Vila Valério

Atualizado: 8 de dez. de 2021

O encontro está sendo realizado neste momento (03/12/2021) na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) em Vila Valério, Espírito Santo e conta com a participação de 50 camponeses e camponesas de 12 municípios capixabas, além de parceiros da rede, como Incaper, Ruca, IECLB, CAF-Colatina e AJC-Linhares e tem como lema “uma mirada para construir novos caminhos”.

Os encontros da Rede Bem Viver são realizados anualmente e marcam o fechamento e o início de um novo ciclo, suas edições anteriores foram nos municípios de São Gabriel da Palha e Pancas. Este encontro tem como lema, “uma mirada para construir novos caminhos”. Este lema foi proposto diante do contexto de pandemia de COVID-19, que mexeu profundamente no modo de vida da população mundial e infelizmente ampliou o abismo social e explicitou contradições do modo de produção hegemônico. Assim como por outro lado, permitiu posicionar a importância do campesinato em temas estratégicos, como a produção de alimentos saudáveis, o cuidado com o meio ambiente e relações comerciais justas, o que motivou a mística de abertura do encontro, que teve como referência a compreensão da terra como um organismo vivo, dotado de direitos e que demanda cuidados.

Nesta edição, o encontro conta com a participação do Sr. Klaus Kortz na mesa de abertura. Klaus é representante da Welthaus Bielefeld, organização alemã parceira que tem apoiado o desenvolvimento da Rede por meio de um projeto de cooperação que contempla contratação de equipe, realização de investimentos e custeio de eventos de formação. Além de Klaus, estiveram na mesa o Pastor Adair (IECLB), anfitrião do encontro, que comentou da importância de se debater o tema da alimentação.

Foi apresentado pelo Sr. Douglas Alvaristo, coordenador técnico do projeto de cooperação, breve resumo das ações realizadas no ano de 2021, assim como os principais desafios, que estiveram relacionados aos impactos da pandemia no funcionamento dos processos previstos inicialmente, impactos do período chuvoso e avanços, como retomada intensa de atividades, com capacitações da equipe de trabalho, realização de visitas de pares, intercâmbios com outros estados, realização de cursos, oficinas de preparo de biofertilizantes e atividades de curadoria junto aos parceiros.

Diferente dos encontros anteriores, Douglas comenta “estamos avançando quando o assunto é a metodologia de Camponesa a Camponês, a legitimação que é mais importante que a técnica em si, está ganhando peso. As famílias camponesas estão se percebendo como protagonistas”. Douglas ainda comenta que “existem desafios, um exemplo é a disponibilidade de tempo, as famílias estão com muito mais responsabilidades, organizar, produzir e alimentar faz parte do cotidiano. Precisamos entender melhor este cenário, é fundamental para dar um novo posicionamento para avançar”.

Considerando a metodologia de Camponesa a Camponês, as exposições dos principais avanços permitidos pelo projeto ficam a cargo das famílias, que estão conduzindo os trabalhos no território. Abaixo estão as práticas camponesas apresentadas:

Biofertilizantes – Família Fabem (São Mateus)

Aborda o início da produção de biofertilizantes, os aprendizados e a massificação da produção e aplicação nas áreas de cultivo.

Comercialização – Família Luck (Vila Valério)

Relata os diferentes momentos do processo de comercialização, principalmente no período de pandemia e as inovações.

Marketing – Família Wruck (Domingos Martins)

Traz relato sobre o processo de divulgação dos cafés especiais produzidos pela família e o negócio como um propósito.

Sintropia – Família Marim (Barra de São Francisco)

Apresenta o processo de construção do conhecimento em sintropia, técnicas de cultivo e a importância para a geração de renda e preservação ambiental

Visita de Pares – Família Babeles (Água Doce do Norte)

Apresenta a troca de saberes e formação em agroecologia política no território.

Ao final dos relatos, será apresentado um plano de ações para o ano de 2022 em que o foco estará voltado ao processo de comercialização e estímulos aos canais diretos, assim como o acesso a Políticas Públicas específicas e a construção do Sistema Participativo de Garantia, que está no cerne do projeto.

Para nós, é importante debater e avançar neste tema no contexto do Espírito Santo, somos uma das poucas organizações que tem se desafiado a construção da Certificação Participativa, isto é sim, complexo, mas sabemos da importância de pensar e conduzir um novo jeito de se fazer agricultura e comercialização. Por isso é importante, a presença de parceiros no encontro, é uma tarefa coletiva. Afirma Katia Soprani, militante do Movimento dos Pequenos Agricultores.


Por Assessoria de comunicação

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