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Mutirão; apoio mútuo desde a comunidade

O trabalho em mutirão é historicamente empregado pelo campesinato e está fortemente enraizado nos princípios do associativismo e na solidariedade, visto que é feito pelos pares, pessoas próximas, da comunidade e comumente relacionado ao caso de adoecimento de algum membro da comunidade, que o compromete na realização de seus trabalhos na roça e possivelmente na perca da produção.

Esta prática tão antiga se engendra na forma de reprodução social camponesa, podendo ser considerada como um importante suporte ao desenvolvimento do campesinato, por tal, ocupa espaço aqui em nosso blogue, além disso, mutirão e agroecologia também se encaixam em perfeita sinergia. É importante frisar que os trabalhos em mutirões foram mais corriqueiros no passado, mas que devido ao sentimento de competitividade e produtivismo do modelo de produção convencional, foi aos poucos sendo marginalizado e com isso, ampliou-se a distância social entre as famílias camponesas dos territórios, deixando-as em condições que implicam na redução da cooperação e resiliência, que exige grande atenção por parte da rede, pois só há bem viver, se for bem viver em em comunidade.


No contexto da Rede Bem Viver, o trabalho em mutirão é fomentado e se configura como um importante instrumento de ensino-aprendizagem, em que o grupo de agricultores envolvidos contribui diretamente com a família visitada no planejamento, direciona o trabalho aos desafios-chave a serem superados ou mitigados, além de é claro, contribuir para o atendimento a legislação da produção orgânica e de agroecologia vigente e de contribuir com a família em ações que caso realizasse sozinha, teria dificuldades em fazê-la, seja devido ao volume de trabalho ou complexidade dele.

É importante que o trabalho realizado, seja anotado no Caderno de Campo ou outro instrumento empregado pela família para o registro das atividades, assim como para o próprio controle do grupo de agricultores, muitos já se encontram organizados em Organismos de Controle Social (OCS), o que permite venda direta ao consumidor sem certificação.

Caso ainda não esteja organizado em um OCS ou esteja em processo de transição agroecológica, lembre-se de realizar anotações, pois são fundamentais para análise dos órgãos responsáveis, e no controle social. Se não está ainda em processo de transição, isso também não é desculpa, cooperar faz bem, todos e todas ganham.

Em breve, traremos mais informações importantes, aguardem!


Por Assessoria de Comunicação.

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